
A transformação digital das cidades brasileiras ganhou novas diretrizes com a Portaria MCID nº 1.012/2025, publicada pelo Ministério das Cidades. O documento orienta os municípios na elaboração de estratégias de transformação digital urbana, aproximando tecnologia, planejamento e melhoria dos serviços públicos.
Para prefeitos, secretários e gestores de tecnologia, a mudança reforça uma questão essencial: digitalizar a cidade exige integração. Ter diferentes sistemas e equipamentos não basta quando as informações permanecem isoladas.
O que a Portaria MCID nº 1.012/2025 estabelece?
A Portaria apresenta diretrizes para que os municípios desenvolvam estratégias próprias de transformação digital, considerando aspectos como interoperabilidade, segurança da informação, proteção de dados, inovação e alinhamento ao planejamento urbano.
Entre os pontos que merecem atenção estão a integração entre sistemas, o uso responsável dos dados e a necessidade de conectar a transformação digital aos objetivos da própria cidade.
1. Interoperabilidade entre sistemas
Uma cidade pode utilizar câmeras, sensores, sistemas de trânsito, segurança e defesa civil, mas, se essas tecnologias não conseguem trocar informações, parte do potencial desses investimentos é perdida.
A interoperabilidade na gestão pública permite conectar diferentes sistemas e criar uma estrutura na qual os dados possam circular entre as áreas, facilitando o monitoramento e a tomada de decisões.
2. Governança de dados municipais
Quanto mais digitalizada uma cidade se torna, maior é a responsabilidade sobre os dados que produz.
A governança de dados municipais envolve definir como as informações são armazenadas, acessadas, protegidas e utilizadas. Segurança da informação e proteção de dados precisam fazer parte da estratégia desde o planejamento da transformação digital.
3. Integração de sistemas urbanos
A integração permite reunir informações de diferentes áreas em uma visão centralizada da operação.
Na prática, isso significa conectar dados de trânsito, segurança, defesa civil e outros serviços para que os gestores tenham uma compreensão mais ampla do que acontece na cidade e possam coordenar respostas com maior agilidade.
4. Tecnologia alinhada ao planejamento
A transformação digital precisa estar relacionada às necessidades reais do município. Por isso, a tecnologia deve acompanhar os instrumentos de planejamento e os objetivos definidos pela administração pública.
Antes de adquirir novos equipamentos ou sistemas, é importante entender o que a prefeitura já possui, quais estruturas precisam ser conectadas e onde existem oportunidades de automação.
É preciso substituir os sistemas legados?
Não necessariamente.
Um dos grandes desafios das cidades está justamente na existência de diferentes sistemas adquiridos ao longo dos anos. Substituir toda essa infraestrutura pode representar custos e retrabalho.
A Metropolys atua como uma camada de integração, conectando sistemas, sensores, equipamentos e fontes de dados existentes em um único ambiente. Dessa forma, a prefeitura pode aproveitar sua infraestrutura tecnológica e avançar na integração sem precisar reconstruir tudo do zero.
Como a Metropolys apoia a transformação digital?
A Metropolys conecta diferentes sistemas e fontes de informação para criar uma visão integrada das operações.
Segurança, trânsito, defesa civil, sensores e outros dispositivos podem ser acompanhados em um mesmo ambiente, permitindo que os dados sejam utilizados de forma mais estratégica.
Essa integração contribui para reduzir a fragmentação das informações, automatizar processos e apoiar decisões baseadas em dados.
O que muda para os municípios?
A Portaria MCID 1.012 2025 cidades inteligentes reforça que a transformação digital precisa ser planejada e integrada. Para os municípios, isso significa olhar para a infraestrutura tecnológica existente e definir como sistemas, dados e pessoas podem trabalhar de forma conectada.
A cidade inteligente não precisa começar pela substituição de tudo o que já existe. Ela pode começar pela integração do que a prefeitura já possui.
É nesse ponto que a Metropolys contribui: criando uma camada de inteligência capaz de conectar sistemas existentes, integrar dados e apoiar uma gestão urbana mais coordenada.